Science

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Sonhos em RGB

Dia desses acordei e a última (e única) imagem que lembrei do meu sonho foi uma cena inteira magenta, muito cor de rosa mesmo. E a primeira coisa que eu pensei foi “uau, estou tendo sonhos em RGB”.

Ao contrário da imagem do post, os sonhos ainda não precisam ser impressos. Indícios claros de que o trabalho ta maior que o normal.

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Coincidências de abduções

abdu Meus sonhos andam em hiatus igual ao ano passado. Não sei se isso tem a ver com épocas do ano, mas a verdade é que o cansaço e o acúmulo de coisas que eu ando tendo para fazer contribuem com isso. Portanto a frequência aqui vai diminuir bastante. Ultimamente eu tenho dormido mais em ônibus do que em casa, pois virei cigana/andarilha/caixeira viajante. E com isso o sono é leve junto com os sonhos.

Dia desses estava dormindo no ônibus e comecei a sonhar com abduções alienígenas. Até aí normal, não é a primeira vez que sonho com isso e nem com esse mesmo sonho. No sonho eu estava dentro de um outro ônibus e as pessoas começaram a apontar para o céu indicando algo. Era um avião cercado por várias luzes que em um minuto de perseguição sumiu sem deixar rastros. Por um tempo.

Logo pedaços do avião começaram a aparecer pela cidade, em um canto uma asa, no outro poltronas (a lá Breaking Bad) e pessoas que estavam comigo quiseram começar a investigar. Parecia até que havia um recrutamento (tipo exercito mesmo) onde as pessoas que quisessem poderiam se voluntariar para serem abduzidas. A última cena que me lembro do sono era de uma escada que dava para o céu (ninguém conseguia ver até onde ela ia) e muitas pessoas subindo por ela.

No segundo seguinte o ônibus onde eu estava dormindo (de verdade) morreu no meio da estrada e eu acordei com o barulho. A primeira coisa que eu pensei foi: é agora!

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Esse post é sobre saudade

teste No meu penúltimo post aqui falei sobre a ansiedade e os sonhos. Esse é um off topic meio não off topic, pois a intenção do blog é justamente escrever sobre coisas para que eu possa ler futuramente e não me esquecer delas.
Essa experiência eu sei que nunca vou esquecer, mas com a idade e o alzheimer chegando,alguns detalhes a gente deixa passar com o tempo. Por esse motivo vou relatar aqui o dia 04 de abril de 2014, fazendo quase um mês de show.

Todo ano eu brigava com meu amigo (um abraço, Adê) que me apresentou Arcade Fire, pois as promessas de um show no Brasil só ficavam nas promessas e todo mundo era iludido a cada ano. Até chegar 2013, até chegar o Reflektor, até chegar a Reflektour e finalmente até chegar a confirmação de dois shows no Brasil. Desde então, o penúltimo post se justifica: sonhos de ansiedades. Foi ansiedade para comprar ingresso, ansiedade para arrumar a viagem, ansiedade para os dias passarem e finalmente a ansiedade do dia, que eu pensei que comeria meu estômago até o final do show.

Mas mesmo em todo esse tempo de espera, eu nunca cheguei nem a imaginar que algo seria tão incrível como o que eu vivi por diversos fatores, dentre eles, 2 mais importantes sendo:

1) As pessoas que eu conheci durante essa espera. Sempre falo que a minha maior vontade de conhecer bandas pessoalmente é para: 1- agradecer por elas existirem e; 2- agradecer por elas existirem e por terem me dado os amigos que fiz em função delas.

2) Os projetos que, com a ajuda dessas mesmas pessoas de cima, conseguimos realizar com sucesso juntos.

O dia 04 de abril foi um dia de caos e é como falam, se tivéssemos combinado, não daria nada certo.

Ninguém dormiu, ninguém dormiu direito na van (com uma ajuda minha que ficava mostrando a cada 5 minutos os pontos turísticos do Vale do Paraíba, desculpa Victor, desculpa Anny). Ninguém comeu direito. Ninguém achou o caminho direito e por isso fomos parar em lugares do Rio de Janeiro onde Cidade dos Homens foi filmado. A saga para chegar até o local do show foi longa, e mais longa ainda foi a nossa saga para nos arrumarmos e voltarmos para o Citibank Hall. Isso inclui: manobras de carro dentro de um posto de gasolina, trânsito caótico do Rio, banho sincronizado para ninguém perder tempo, sair escondido, pegar um taxi no meio de um farol vermelho, brigar com o motorista da van porque ele tinha largado a gente no Rio e voltado para São Paulo  (desculpa Junior pela conta do telefone) e ENFIM, chegarmos ao local do show devidamente vestidos e prontos para o que seria o melhor dia de nossas vidas.

Na fila conhecemos as outras pessoas que faziam parte do grupo. O tempo na fila mais o tempo de espera na grade para o show começar comeram o resto do estômago que eu tinha e que ainda não se regenerou, e nem vai. Acho que nada vai tapar esse buraco que ficou depois do show, depois das pessoas, depois da “aventura” que foi esse dia todo.

Captura de tela 2014-05-02 às 22.03.41(Foto: Rodolfo Vencer Yuzo)

E eu tenho bandas favoritas, já fui á shows delas e nunca vou me esquecer de como foram porque foram especiais, mas esse show do Arcade Fire, especialmente esse, eu não consigo/não posso e nem tenho como dar uma classificação para ele, pois ele se encontra em um patamar acima, ele chegou no nível SURREAL onde qualquer coisa que eu diga, que foi ótimo, incrível, sensacional não vai passar em 1% do que ele foi realmente.

Não quero nunca esquecer do nervosismo que deu quando a banda entrou, dos meus amigos gritando, dos meus amigos sorrindo, dos meus amigos chorando, de como era incrível olhar para o nada e parecer que eu estava voando por ali (beijo Bruna!). E de como foi incrível INCRÍVEL ver a alegria da banda tocando para o nosso público. Acho que se tivesse uma pessoa na pior depressão do mundo ali no meio daquele povo, ela teria ficado feliz e daria o maior sorriso de todos por causa da energia que eles passavam.

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Não sei explicar o que foi ver Laika ao vivo, algo que no último mês antes do show foi fixado na nossa cabeça para fazer acontecer, não sei explicar o que foi nenhuma das músicas ao vivo, principalmente Orpheus e Sprawll. No fim, fica aquele vazio aqui dentro que a gente sabe que não vai sumir tão rápido, pois voltar para a rotina depois de um final de semana desses é um soco no estômago cruel. Mas é aquele vazio bom, porque você sabe que ali antes estiveram momentos que você nunca vai esquecer com pessoas que você vai querer levar para sempre.

E esse foi o meu 04 de abril de 2014!

Gostaria que esse post fosse encerrado com um ad-sense do Aliexpress com promoções de máquinas do tempo, pois é só o que eu quero depois do melhor final de semana do ano.