mind-blow-emotional-sci-fi.

Quando eu era pequena lembro de ficar muito tempo na frente do espelho refletindo e procurando uma linha tênue entre eu e meu reflexo. Quem era eu e quem era o reflexo? Lembro que ia muito longe com isso e perdia (ou não) muito tempo nas tentativas de saber o que tinha através do espelho (Jostein Gaarder já sabia fazia tempo).

Essa poderia ser a sinopse de “The Congress”, mas ainda não me deixaram responsável por escrever as sinopses dos filmes do mundo. The Congress é um filme de 2013, dirigido por Ari Folman e a sua sinopse chata é essa aqui:

“Uma atriz envelhecida perde toda a reputação que conquistou, tanto que sua carreira nunca mais decolou. Isso muda quando ela recebe uma proposta: ceder sua imagem digital para um famoso estúdio em troca de nunca mais atuar. Depois que seu corpo é digitalizado, o estúdio é capaz de fazer filmes estrelados por ela usando apenas caracteres gerados por computador.”

que te deixa com -79 de vontade de ver o filme, mas por isso estamos aqui!
Já falei algumas outras vezes sobre filmes sobre sonho aqui e esse, igual a Paprika, precisava de um post único.

img 02 The Congress conta a história de Robin Wright, uma atriz que chega perto dos 40 anos e recebe a proposta de digitalizar a sua imagem (perdendo assim todos os direitos sobre si mesma) para a companhia onde trabalha e sendo assim eternizada. Robin resiste de início, mas circunstâncias fazem com que ela assine o contrato. Após isso, 20 anos se passam e Robin é convidada a comparecer no “Congresso Futurista”, onde conhece o universo que as pessoas escolheram viver.

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O primeiro fato que me chamou atenção no filme foi a mescla entre cenas reais e animações. Quando filmes fazem essas mistura a gente tende a achar que ele é 8 ou 80. No caso de The Congress eu resolvi que ele era 800. É um filme incrível por vários fatores, mas um dos principais é a forma como ele conseguiu casar sci-fi com um tema atual (o mundo virtual) e ainda com uma mão emocional MUITO forte.

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É um filme que você quando termina fica vários dias pensando e pensando até ir em algum blog fazer um post sobre, como eu. Defini ele como um mind-blow-emotional-sci-fi.
Assistindo o filme lembrei o tempo todo de Paprika, as histórias se parecem bastante e a questão da animação ajuda muito nisso. São ambos filmes que, como eu já falei antes aqui, não é para ser assistido uma vez só e cada vez que você revê, descobre coisas novas.

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2 opiniões sobre “mind-blow-emotional-sci-fi.

  1. Vc estava certa sobre o mind-blow. Algumas críticas depois ainda não sei se entendi muito bem o filme. Se conseguir extrair metade dele…Mais umas 2 vezes pra conseguir ter umas idéias. Como você disse, não é de se assistir apenas uma vez…

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