Daí você coloca no liquidificador Harry Potter, Fronteiras do Universo, Star Wars e V de Vingança.

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Há tempos eu não tinha um sonho tão aventureiro como o de hoje.

O sonho começou com uma viagem pra uma cidade onde eu não pretendo voltar tão cedo, mas essa parte eu vou pular porque não é interessante.
O curioso da cidade era que ela era toda cercada por aquelas árvores que tem folhagens fininhas até o chão e se parecem muito com as que tinham no filme do Tarzan. Após deixar a cidade de carro o sonho mudou de cenário pra uma outra cidade que era rústica e ao mesmo tempo moderna, mágica e cheia de mistérios.

Analisando agora, parecia muito um dos cenários que Philip Pullman descreve nas suas histórias, tal como a Oxford de Lyra e toda a trilogia Fronteiras do Universo

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Ilustração do livro “A Oxford de Lyra”

Analisando outra vez meu sonho, acho que eu realmente fui uma espécie de Lyra, os cenários, vendo imagens agora, lembram muito o filme e o meu sonho. Deve ser saudade de ler algo do Pullman.

Acredito que eu consegui colocar no mesmo sonho um roteiro que envolvia Harry Potter, a Bússola de Ouro, Star Wars e V de Vingança.

Parte Harry Potter: a cidade era mágica, não me lembro exatamente se as pessoas eram bruxos ou trouxas, mas algumas tinha a aparência e isso já intimidava um pouco a população. Digamos que eram bruxos voltados para o lado negro da força.

Parte Star Wars (consequências de uma recém maratona dos filmes): a cidade era controlada por um império e não podia se confiar em ninguém, os políticos manipulavam a população em seu próprio benefício e conforme a carruagem andava, a cidade tendia a uma ditadura.

Parte Bússola de Ouro (Fronteiras do Universo): sendo a cidade muito grande e os lugares (casas, praças, edifícios) estranhamente maiores ainda, não haviam muitas pessoas que conheciam tudo, mas foi nessa parte do sonho que eu tive sorte.
A a ação teve início logo quando um menino estranho (poderia ser o Will) apareceu e me guiou por entre caminhos desconhecidos. Estava sendo perseguida por homens do governo ou outra sociedade, não fazia diferença na hora, mas se não tivesse sido o garoto, provavelmente o sonho teria terminado ali. Pulamos muros de casas que eram decoradas com tinta de ouro, entramos em prédios proibidos até conseguirmos despistar quem nos seguiam. Quando estávamos mais “tranquilos” contei para ele o motivo pelo qual estava sendo capturada e ele concordou com o meu plano e se colocou a riscos para me ajudar. Porém, enquanto o plano estava sendo executado em sua primeira parte, a perseguição acabou se agravando e as nossas cabeças passaram a valer mais.

Por entre os prédios antigos achamos uma passagem nas escadas que seria o lugar ideal para se esconder, eu já conhecia o lugar mas Will (vou chamá-lo assim) não. Falei que ele não precisava ter medo porque (e aí voltamos um pouco na parte do Harry) o lugar se parecia muito com a câmara secreta, mas não havia nada mais para temer lá. Porém, quando entrei percebi que era um pouco pior do que se houvesse um basilisco, o lugar era uma espécie de passagem/limbo/intermediário em que todas as almas que morreram na cidade ficavam ali presas esperando a respostas do caminho que iriam tomar, e quando entramos na “caverna”elas acabaram ficando felizes porque tinham nova companhia, mas para nós não era nada bom.

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No terceiro livro da trilogia, A Luneta Âmbra, existe exatamente uma passagem igual á qual eu sonhei, quando Lyra e Will passam pelo “limbo”.

Mas dentro da minha bolsa tinha uma espécie e cajado-da-morte (referências da Faca Sutil, 2º livro da trilogia Fronteiras do Universo) que conseguiu mantê-las afastadas por um bom tempo até sairmos do esconderijo.

Parte V de Vingança: deixado o esconderijo e voltando á superfície da cidade vimos que o caos já estava ali. Nosso plano, que era explodir todos os metrôs e trens que passavam sob a cidade, estava em prática mas algumas alianças nossas haviam morrido no caminho e precisavam de nós para serem concluídos.
A idéia era: já que a cidade de um jeito ou de outro caminhava para a ruína, seria mais prático acabar com ela de uma vez de uma forma em que todos os responsáveis por isso pudessem sofrer as consequencias. Corri contra o tempo e consegui colocar algumas outras bombas em outros trens, mas ainda havia o cheque mate e para isso precisava de acesso á sala de controle de energia da cidade.
Para a minha surpresa (ou não, eu deveria ter suspeitado desde o princípio) a sala responsável pelas chaves principais de tudo era nada mais nada a menos do que um escritório do Google. Passei pela porta de vidro da sala mas não consegui chegar na central de controle porque fiquei presa por dentro e me veio o pensamento de que “ter um R2D2 ali teria sido muito útil”, e foi aí que me capturaram.

A última imagem que eu lembro de ter do sonho era minha e do Will debruçados sob uma ponte, vendo um dos maiores metrôs da cidade tombados e sendo engolido pela água do rio que cercava.

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