Paprika.

Uma nova sessão do blog foi criada para filmes relacionados á sonhos (referenciando isso os posts relacionados serão ilustrados com a borda preta, mas ainda preciso de um nome para tags).
Já existe uma lista de filmes dos quais eu quero falar aqui, porém vou começar com um dos que eu considero uma das maiores obras da animação japonesa, criada pelo grande diretor Satoshi Kon, Paprika.

Sinopse: Paprika (2006) se passa em um futuro próximo. Dr. Tokita (Tôru Furuya) inventa um poderoso aparelho chamado DC-Mini, que torna possível o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a Dra. Atsuko Chiba (Megumi Hayashibara), psicoterapeuta e pesquisadora de ponta, desenvolve um tratamento psiquiátrico revolucionário a partir do aparelho. Mas, antes de seu uso ser sancionado pelo governo, o DC-Mini é roubado. Quando vários dos pesquisadores do laboratório começam a enlouquecer e a sonhar em estado de vigília, Atsuko assume seu alter-ego, Paprika, a bela “detetive de sonhos”, para mergulhar no mundo do inconsciente e descobrir quem está por trás da tragédia.

Mesmo para quem não é lá assim muito fã de anime, o filme não deixa de ser incrível, em todos os aspectos. Tanto nos gráficos, ilustrações, trilha sonora, animação e o mais impressionante de todos, o seu roteiro.


Satoshi Kon já tinha uma fama devido á seus filmes anteriores, como Perfect Blue (1997), Millenium Actress (2001) e Tokyo Godfathers (2003). Ambos têm semelhanças e ligações pela complexidade psicológica dos personagens que misturam sempre realidade com sonho.
Porém, Paprika exerceu muito mais essa função do que qualquer dos filmes anteriores, não desmerecendo nenhum dos outros.

Lançado em 2006 e animado pelo estúdio Madhouse, a animação é uma adaptação de um romance de 1993 de ficção científica, Yasutaka Tsutsui. O roteiro gira em torno de uma equipe de pesquisadores que desenvolvem um aparelho chamado DC Mini, que têm a função de controlar os sonhos. Mas não muito antes dos protótipos ficarem prontos, eles são roubados e acontecimentos estranhos com a equipe começam a acontecer, alterando primeiro o subconsciente e depois levando elas á um estado de tortura física.

Atsuko então assume sua identidade, Paprika, para começar a investigar quais são os motivo que começaram a causar caos na equipe e, coincidentemente, na vida dos personagens envolvidos.


No Brasil o DVD foi lançado em 2007, contando com extras que explicam a complexidade do filme explicados pelo próprio Satoshi. Segue seu trailer:

Já em 2010 o filme Inception foi lançado por aqui também, e ambas as histórias tem muito em comum. Provavelmente se você já leu alguma matéria sobre “A Origem”, certamente se lembrará do nome Paprika por lá, sendo inegável o filme ter tido muitas referências de Satoshi Kon.
Podemos ver nas imagens referências até mesmo de cenas de Inception que são muito parecidas com algumas de Paprika, sem contar todos os outros fatores, como as simbologias dos dois filmes.

Paprika definitivamente não é um filme para se assistir uma vez, cada vez que você assistir de novo irá descobrir um detalhe diferente que pode ter passado despercebido aos seus olhos (mas não ao dos animadores) da primeira vez. E posso garantir que em todas as vezes que assisti ao filme, me encantei cada vez mais pela sua complexidade e beleza.

Bons sonhos!

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2 opiniões sobre “Paprika.

  1. Pingback: Filmes sobre sonhos | Lucid Dreams.

  2. Além de explorar tão linda e atrativamente o conceito de Universo dos sonhos (Universo onírico), um aspecto que me encanta bastante nessa obra é a referência e a reverência à sétima arte, sua imensidão de possibilidades e a forte paixão que a mesma desperta – e sinto, também por isto e consequentemente, que o personagem do detetive Konakawa funciona em diversos pontos como um alter-ego do diretor do longa (o que torna a obra ainda mais excelente, sob o ponto de vista da linguagem).

    Como você bem disse, a cada vez que se assiste a essa animação um novo símbolo se mostra, um novo sentido surge para um determinado enquadramento ou um diálogo… É incrível. Aprecio demais todo seu andamento, cada virada e cada desfecho. Um dos meus filmes favoritos.

    Saudades eternas de Satoshi Kon…

    Ótimo texto.

    Ah! E bons sonhos! 🙂

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