“Quem quer que tenha chamado este lugar de Hall da Confusão sabia do que falava! Eu, com certeza estou confuso”

Quem nunca acordou de um sonho bom e quis voltar a dormir para continuar no mesmo sonho?
Nemo já fazia isso desde 1905.

Hoje o Doodle (logo do google quando está temático, normalmente homenageando uma determinada data ou pessoa x) parece que foi feito especialmente para o blog, por isso vamos falar dele aqui.

Little Nemo é o personagem principal de uma série de tiras semanais criadas por Winsor McCay (1871-1934) e publicadas nos jornais New York Herald e New York American de William Randolph Hearst, entre 15 de outubro de 1905 – 23 de abril de 1911 e 30 de abril de 1911–1913.  A tira chamava-se a princípio Little Nemo in Slumberland e depois In the Land of Wonderful Dreams, quando mudou de jornal. A série foi brevemente revivida entre 1924-27.
Embora fosse história em quadrinhos, estava longe de ser uma simples fantasia para crianças; com frequência, era sombria, surreal, ameaçadora e mesmo violenta. A tira narrava os sonhos de um garotinho: Nemo (que significa “ninguém” em latim), o herói. O último quadro de cada tira (vide imagem no topo do post) sempre representava Nemo acordando, geralmente sobre a cama ou perto dela, e frequentemente sendo repreendido (ou consolado) por um dos adultos da casa, depois de gritar durante o sono e acordá-los. Nas primeiras tiras, o evento no sonho que o acordava era sempre um contratempo ou desastre que parecia prestes a levá-lo a se machucar gravemente ou mesmo morrer, tal como ser esmagado por um cogumelo gigante, ser transformado em macaco, cair de uma ponte mantida por “escravos” ou passar subitamente a ter 90 anos de idade. As aventuras que levavam a estes desastres tinham todas um propósito em comum: chegar à Slumberland, onde ele havia sido chamado pelo rei “Morphy” Morpheus, para ser o “coleguinha de folguedos” de sua filha, a princesa Camille.
(…) A “Slumberland” (“terra dos sonhos”) do título logo adquiriu um duplo significado, referindo-se não apenas ao reino encantado de Morpheus, mas ao estado de sonho propriamente dito: Nemo também teria aventuras oníricas em outras terras imaginárias, na Lua e Marte, e em nosso mundo “real”, tornado fantástico pelo estado de sonho.”

No mundo de Nemo tudo estava relacionado aos sonhos, o que confirma minha teoria de que qualquer coisa no nosso dia pode remeter aos sonhos que teremos á noite. Se hoje por exemplo eu dei um pedaço do meu pão de queijo para o cachorro na rodoviária que me olhava com muita fome, pode ser que á noite eu vá sonhar com ele, ou com pães de queijo ou qualquer outra coisa relacionada. Isso também está relacionado com o pós sonho, e essa ja é uma outra teoria que eu desenvolvi, além da do meu travesseiro. Ela que diz que qualquer fato durante o seu dia fará você lembrar do que sonhou na noite anterior, como por exemplo sonhar um uma determinada pessoa e só durante o dia lembrar que era seu aniversário.

Na época as tirinhas de McCay não eram tão famosas comparadas á outras que estavam no auge, porém, um tempo depois, uma das tiras mais populares dele, a Night of the Living Houses foi dita ser a primeira história em quadrinhos a ser incorporada à coleção do Louvre. Nessa tira, Nemo e um amigo são caçados pela cidade por uma gangue de asas com penas, denominada Walking Bed.

Uma frase bastante famosa nas tiras de McCay era “Whoever named this place Befuddle Hall knew his business! I am certainly befuddled” (“quem quer que tenha chamado este lugar de Hall da Confusão sabia do que falava! Eu, com certeza estou confuso”) e digamos que, define perfeitamente o estágio que chamamos de sonho.

Um filme foi feito em 1984, porém não seguia muito o roteiro e personagens como Alice foram inseridos nele, fugindo da história original. Mais tarde, em 1989 foi lançado no Japão finalmente uma animação intitulada Little Nemo: Adventures in Slumberland (ou somente “Nemo).

Para quem quiser ver o filme inteiro tem ele no Youtube.

A direção contava com grandes nomes, a partir de um roteiro de Chris Columbus (Harry Potter) e Richard Outten. Embora a co-produção tenha sido um pouco tumultuada devido á um piloto feito em 1984, ela contou também com outros nomes importantes, como o do diretor Yoshifumi Kondô do grande Ghibli (Hayao Miyazaki – A viagem de Chihiro, O Castelo Animado, Ponyo, Meu Vizinho Totoro, etc).

Aqui tem uma amostra de como o filme poderia ter ficado se fosse totalmente feito pelo estúdio Ghibli, provavelmente retirado do piloto feito por Yoshifumi.

Sou muito suspeita pra comentar sobre, porque particularmente gosto muito de cada obra do Ghibli, cada filme traz uma história diferente mas com um mesmo estilo e detalhes que sempre deixam a gente com um nó na garganta no final. Fico imaginando como seria Nemo nas mãos de Miyazaki, provavelmente seria o meu filme preferido do estúdio.

O Google adaptou a Slumberland para a Google-Land, brincando com a ferramenta e proporcionado aos pesquisadores de plantão a descoberta desse mundo incrível.
Depois de pesquisar e ler tudo isso, fiquei com vontade ler e assistir tudo sobre Nemo e o seu mundo fantástico, comparar os sonhos dele com os meus, verificar se as teorias dele eram parecidas com a minhas e conhecer esse outro universo, para quem sabe, chegar tão longe quanto.

Obrigada, Google!

Fontes: Wikipedia
Weepingprincess

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