Regresso do crescimento.

Após um período de bloqueio criativo de sonhos, estamos de volta com as catástrofes.

Mas antes de mais um sonho com o fim do mundo devo relatar uma breve lembrança de um sonho no mínimo bizarro que se passou no meu atual local de trabalho (o Santuário Nacional) em que os funcionários eram locomovidos de um lugar para o outro em uma montanha russa muito radical. Trabalhar nunca foi tão legal.

Se em dezembro o mundo não acabar acho que ficarei um pouco decepcionada, eu tive tantos prelúdios de, que já tenho várias teorias de escapatória e redenção.

Mas enfim, o sonho de hoje teve uma abordagem de fim de mundo um pouco diferente, era algo psicológico.
As pessoas todas se reuniam em um parque (mais especificamente, no Horto) esperando alguma coisa e, na mesma hora que parecia o horto, o cenário se misturava com um plano de fundo de velho oeste, com direito a cercas e rolo de feno pela estrada.
O fim do mundo se baseava na analogia de crescimento para a idade adulta, mesmo as pessoas adultas teriam que avançar uma “fase” para concluírem (muito a lá Never Let Me Go).
E durante o processo era preciso pegar uma senha para a passagem e, sendo assim, as pessoas tentavam adiar ao máximo se escondendo, correndo pelas estradas, dentre outras tentativas furadas de fuga. Mas uma hora ou outra elas eram forçadas a pegarem a senha.
Alguns lapsos de memória me dizem que até voar para escapar de pegar a senha, eu tinha conseguido (nota: lembrar de fazer um post só para falar de sonhos em que eu voava).
Durante o caminho encontrei algumas pessoas que eu não queria encontrar e vi que elas já haviam crescido. Isso me deu uma satisfação estranha por eu ainda ser jovem, os meninos tinham barbas, as meninas usavam saias da terceira idade e andavam bem mais devagar que o normal, e todos caminhando para o nada.

Conformada, acabei por encontrar um amigo que me encorajou a pegar a senha falando que iria junto, entramos no parque onde pegávamos a senha e quando chegou a minha vez COMO SEMPRE ACONTECE nesses sonhos, eu acordei e tcharam, ainda não era o fim do mundo, mas era segunda feira.
Diga-se de passagem, quase a mesma coisa.

“People say that your dreams are the only things that save ya.
Come on baby in our dreams, we can live our misbehavior.
(Lies, Arcade Fire)
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